O som lo-fi psicodélico do Ariel Pink

Ariel Pink se chama na verdade Ariel Marcus Rosenberg, e é um sujeito estranho e extremamente criativo, consta que começou a compôr aos 10 anos de idade, e já gravou mais de 500 músicas próprias desde 1996, todas em fitas-cassetes, no seu quarto. Recentemente lançou alguns álbuns excelentes, com vários desses registros. Ele ficou na obscuridade até 2004, quando uma de suas mixtapes caiu nas mãos do Animal Collective, que estavam então iniciando um novo selo chamado Paw Tracks, e imediatamente assinaram com ele o lançamento de várias de suas músicas.

ariel pink, folk, indie, experimental

Ele diz que o som dele não é intencionalmente lo-fi, é a qualidade das fitas que ele grava e os equipamentos que são ruins mesmo – dá na mesma.  O processo de gravação dele é uma história à parte, é tudo feito num gravador analógico oldschool de 8 canais, onde ele toca e grava todos instrumentos, guitarra, baixo, teclados sintetizadores baratos, vocal, backing vocals e bateria – a bateria é a própria boca, beatbox, e algumas percussões. Juntando tudo isso e alguns módulos de efeitos analógicos, saem composições cruas e geniais, sem nenhum tipo de tratamento de pós-produção, mixagem, ou o que for. Toda gravação é feita na base do empirismo, ele mesmo diz que não sabe nada sobre gravação. Grava um instrumento, depois grava o outro por cima, e sucessivamente. Hoje faz shows com banda: Ariel Pink’s Haunted Graffiti. Mantendo o mesmo espírito lo-fi.

Ariel Pink – Politely Declined

Ariel Pink’s Haunted Graffiti – I Wanna Be Young (clipe não-oficial)

Ariel Pink – Don’t Talk To Strangers

Um dos mentores do figura, e que foi uma grande inspiração, é o R. Stevie Moore, que é considerado “o pai das gravações caseiras”, com centenas de músicas próprias nos mais variados estilos.

As composições são ora mais experimentais, ora mais estruturadas em formato pop. Ele é considerado um músico avant-garde, e mesmo sem querer  faz um verdadeiro ato de protesto contra o som limpinho, comprimido ao extremo e sem feeling de muitas bandas atuais.

Soft Rock, Folk, Experimental, Psychedelic Folk, Freak Folk , ruídos, diálogos, Pop, Punk, tem uma variedade de tons nas músicas dele, algumas são só vinhetas. Tenho 4 álbuns, “Underground”, “Fast Forward”, “Scared Famous”, “The Doldrums”. Acho legal a atmosfera de f*da-se das gravações, saca: “Vou fazer meu som do meu jeito, do jeito que sair, saiu”. Mas falo específicamente das gravações, pois os arranjos mostram uma grande musicalidade.

Num universo de centenas de músicas, nem tudo é  bom, como também não são só essas 3 dos vídeos que vão representar todo o trabalho. Mas pra quem gostou e não conhecia, é recomendável ir atrás dos outros sons. É como uma sessão nostalgia, como um radinho de pilha AM nos anos 70 ou 80, ou como uma fita cassete que estava perdida no fundo de uma gaveta desde a metade dos 70′s, sendo encontrada e colocada para tocar num radinho de um fusca em mil novecentos e oitenta e poucos. :D

Ele vêm influenciando muitas bandas e projetos que produzem música lo-fi.

Entrevistas e artigos mais completos:

Interview with Ariel Pink

An Interview With Ariel Pink

Ariel Pink Is The New Black

Was 2009 the Year of Ariel Pink?

Links

www.arielpink.com

www.arielpinkshauntedgraffiti.com

www.myspace.com/arielpink

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